O etarismo deve ser encarado como um agravo à saúde, afirma médico

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
“Quando associamos o velho a uma visão estereotipada e depreciativa, deixamos de tomar as providências necessárias para o seu cuidado” diz o geriatra Otavio Castello Na coluna de terça-feira, publiquei entrevista com a economista Ana Amélia Camarano, que fez um alerta sobre a deterioração das condições de vida do idoso brasileiro, tema que abordou no XXIV Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia – que está sendo realizado em Belo Horizonte. Conversei também com outro participante do evento, o geriatra e perito Otavio Castello, professor colaborador de psiquiatria e psicologia médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, que é assertivo quando o assunto é o etarismo (ou idadismo). Para ele, o combate ao preconceito contra os mais velhos ainda está longe de ser uma política pública e cita o Artigo 22 do Estatuto da Pessoa Idosa, que estabelece que conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso devem fazer parte dos currículos escolares. Idoso com cachorro: etarismo associa a velhice a imagens estereotipadas e depreciativas Sahin Sezer Dincer para Pixabay “As crianças aprendem sobre biodiversidade e diversidade de gênero. Aprendem a respeitar a natureza, mas nada sobre a pessoa idosa. O MEC até hoje não regulamentou a questão. Sou professor de psicologia médica, ensino atitude, conduta. Mostro aos alunos como fazer uma escuta atenta do paciente. No entanto, o etarismo não se restringe às faculdades de medicina, o fenômeno está em toda a sociedade”, afirmou. Aliás, aproveito para transcrever a íntegra do artigo: “Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria”. O geriatra, que também é policial civil, chefia a seção de psiquiatria forense do IML de Brasília e é o representante da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no comitê nacional sobre política nacional judiciária da pessoa idosa do Conselho Nacional de Justiça. Na sua opinião, o idadismo é um agravo à saúde: “Ficamos chocados com as agressões físicas, os abusos financeiros, a violência psicológica e sexual contra idosos, mas não nos damos conta de que o etarismo é estrutural em nossa sociedade e favorece a negligência. Quando associamos o velho a imagens estereotipadas e depreciativas, não lhe damos o devido acolhimento, o devido respeito. E deixamos de tomar as providências necessárias para o seu cuidado”, analisou. O médico acrescentou que, quando uma pessoa recebe o diagnóstico de demência, todos à sua volta passam a considerá-la incapaz, mesmo quando ainda pode manter sua autonomia. “Essa é uma visão estigmatizante e etarista dos próprios profissionais de saúde”, criticou. Para finalizar, reforçou a necessidade de denunciar os casos de violência contra idosos nos diversos canais disponíveis – como o Disque 100, boletins de ocorrência on-line, conselhos municipais. “Eu me guio por um ensinamento dos povos do Oriente Médio, segundo o qual todos devemos plantar uma tamareira. Como ela vai levar de 80 a 120 anos para dar frutos, quem se beneficia não é quem planta, e sim as gerações seguintes. Temos que promover as mudanças pelos nossos descendentes, pela humanidade”, finalizou. Entenda o que é etarismo

FONTE: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2025/04/03/o-etarismo-deve-ser-encarado-como-um-agravo-a-saude-afirma-medico.ghtml


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